domingo, 9 de janeiro de 2011

não vê


















nada tenho de valor
nem esse grito não tem valia
e choro sem ter o que pedir?

agora sei o quem sou
observo esse pote vazio
sem vontades ou caprichos

naveguei por tantos mares
estou dura como pedra
de tão leve e oca
a onda me leva
e me traz
como todas
as outras conchas.

3 comentários:

William Garibaldi disse...

É muito bom ter contato com poetas!
Curti muito!
Amei o poema!

Frágil e forte?...
Beleza!

Beijos!

Larissa Marques disse...

beijo, obrigada!

Lai disse...

o que vale a uma concha vazia senão o amor de ser mar.