terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pedras ato I – pedra realidade

de madrugada
embriagado de nuvem
e azul cobalto
dormia

estático feito pedra
supunham-no morto
mas insistente no sonho
resistiu

de dia
homem-máquina
pés engrenagens
peito-polia
braços-corda
umbigo-corrente

durante a noite
não dormia
rasgava-se ao meio
bebida quente
barriga vazia

preso na terra
erguido por sonho
que não veio

obsoleta
peça de reposição
substituída
no fim de estação.

2 comentários:

Levi Alexandre disse...

Larissa,

Você vive de escrever? puxa fora os blogs com mais de um autor você escreve sozinha em mais de 20 blogs!

Como isto é possível?

Larissa Marques disse...

hahahaha.
escrevo pra viver, sim!