domingo, 15 de novembro de 2009

Pedras ato III – pedra prazer
























mergulhou lasciva
em seu querer mais obscuro
o paradoxo de olhos fechados
vagou por mãos impunes
e armas eróticas

silenciosa mordia-se
na ânsia por dor
entregava-se a todos
com alma e peitos gastos

no seio esquerdo
alimentava o amante
e no direito um infante

com a ilusão certa
luzes do fundo do poço
olhos rasos e insatisfeitos
mais que masturbação
dos outros
menos que expiação de si

embutida de noites insones
ainda desejava
aquele que a desonrou
e coexistia com seu caçador
em seus orgasmos mais violentos.

4 comentários:

Vera Helena disse...

Olá, Larissa, adorei seu blog! Gosto muito da união entre imagem e poesia. Parabéns. Voltarei!

Abraços,


Vera

Renata de Aragão Lopes disse...

Impactante!

Beijo,
doce de lira

Pablo Treuffar disse...

Passei por aqui, gostei.

Bjs

Leonardo B. disse...

[há sempre uma palavra que não consegue substituir]

um imenso abraço, Larissa

Leonardo B.